A prisão do diretor do Núcleo Prisional da Polícia Militar do Amazonas foi decretada pela Justiça a pedido do Ministério Público, conforme mandado expedido neste sábado (28), pela Central de Plantão Criminal do Tribunal de Justiça do Estado do Amazonas.
O major Galeno Edmilson de Souza Jales teve a prisão preventiva determinada pelo juiz Luis Alberto Nascimento Albuquerque. Na decisão, o magistrado afirma que a medida foi decretada “em garantia da ordem pública e por conveniência da instrução criminal”, em consonância com promoção ministerial.
De acordo com o mandado, a prisão tem como fundamento o artigo 178 do Código Penal Militar (Lei 1.001), com base nos artigos 255 e seguintes do Código de Processo Penal Militar, combinados com disposições do Código de Processo Penal comum. O documento tem validade até 28 de fevereiro de 2034.
Em nota, a Polícia Militar do Amazonas (PMAM) informou que a prisão foi cumprida pela Diretoria de Justiça e Disciplina (DJD), como parte das medidas disciplinares e administrativas determinadas pelo Comando da corporação para apuração e responsabilização dos envolvidos no episódio registrado no estabelecimento prisional.
Ainda segundo a PMAM, o Comando de Policiamento Especializado (CPE), comanda pelo Coronel Coronel Alysson Lima, assumiu a guarda do Núcleo Prisional.
A corporação reafirmou compromisso com a legalidade, a transparência e o rigor na apuração dos fatos. Até o momento, não foram detalhadas informações sobre eventual participação direta do oficial na fuga de policiais militares da unidade, nem houve atualização oficial sobre a recaptura de todos os envolvidos.
RELEMBRE O CASO
Policiais militares que estavam custodiados no Núcleo Prisional da Polícia Militar do Amazonas fugiram da unidade, no bairro Monte das Oliveiras, em Manaus, durante um episódio que ainda está sendo apurado. A ausência dos presos foi constatada após verificação interna, o que levou à mobilização da corporação e à abertura de procedimentos administrativos e judiciais.
Armas e drogas também teriam sido apreendidos no local. Parte dos policiais que tinham saída do Batalhão de Guardas, já foram localizados e presos mais uma vez. A quantidade exata não foi confirmada pela PMAM.













