MANAUS – Uma crise financeira sem precedentes atinge o setor de segurança privada em Manaus. O descumprimento de contratos por parte do Governo do Estado, que acumula meses de atrasos nos repasses para as empresas prestadoras de serviço, gerou uma reação imediata: o Sindicato dos Vigilantes de Manaus (SINDVAM) anunciou uma paralisação geral em postos estratégicos a partir desta quinta-feira.
Em comunicado oficial, o presidente do SINDVAM, Ribamar de Souza, convocou a categoria para cruzar os braços. O motivo é o mais básico possível: a falta de salário. Segundo Souza, centenas de trabalhadores da capital estão passando por dificuldades severas para sustentar suas famílias devido à inadimplência do Estado com as empresas contratadas.
“O trabalhador tem horário para chegar, tem escala para cumprir, mas não tem dia para receber. O Governo tem o serviço, mas não paga por ele. Chegou a hora de dar um basta”, afirmou o presidente em vídeo divulgado nas redes sociais.
Entre as empresas afetadas pela falta de pagamentos está o Grupo TAWRUS, uma referência no segmento de segurança patrimonial com mais de oito anos de história. Conhecida por sua atuação especializada em soluções de segurança preventiva para os setores corporativo e residencial, a TAWRUS sempre pautou sua trajetória pelo rigor no cumprimento de seus compromissos.
Ao longo de quase uma década, a empresa consolidou-se no mercado justamente pela valorização e respeito aos seus colaboradores. No entanto, a retenção dos repasses governamentais criou um gargalo financeiro que impede a manutenção do fluxo de pagamentos, prejudicando uma equipe que zela diariamente pela integridade física e pelo patrimônio dos cidadãos.
A mobilização do sindicato visa pressionar o Governo a regularizar as faturas em aberto. Os detalhes da ação são os seguintes:
* Início: A partir das 06:00h da manhã.
* Locais: Postos de serviço com salários atrasados e em frente a órgãos estaduais.
* Ação: Vigilantes foram instruídos a não assumir os postos de serviço até que haja uma sinalização concreta de pagamento.
A paralisação deve afetar diversos órgãos públicos e unidades de saúde que dependem da vigilância armada, evidenciando a urgência de uma solução por parte da gestão estadual para evitar o colapso total da segurança nesses locais.
Tentamos contato com o Governo do Estado para tentarmos uma resposta sobre o assunto , mas até o momento não obtivemos reposta.












