São Paulo – O ex-jogador Oscar Schmidt foi cremado na noite desta sexta-feira (17), em uma cerimônia restrita a familiares. De forma simbólica, o maior pontuador da história do basquete nacional foi conduzido ao ato final vestindo a camisa da Seleção Brasileira, o uniforme que o consagrou mundialmente.
(Foto: Reprodução Instagram @runschimarun)
Oscar morreu aos 68 anos, na tarde de sexta-feira, após passar mal em sua residência em Santana de Parnaíba, na Grande São Paulo. Ele chegou a ser socorrido e levado ao Hospital e Maternidade Municipal Santa Ana (HMSA), mas deu entrada em parada cardiorrespiratória e não resistiu.
Embora a causa oficial da morte não tenha sido divulgada, o “Mão Santa” enfrentava uma longa e pública batalha pela saúde. Desde 2011, o ex-jogador tratava um tumor cerebral (inicialmente benigno, seguido por um maligno em 2013). Enfrentou um grave diagnóstico de arritmia cardíaca, passando semanas internado entre os EUA e o Hospital Sírio-Libanês.
A família optou pela discrição, não divulgando o local da cremação. Em nota publicada no Instagram oficial do ex-atleta, os parentes agradeceram o apoio dos fãs e reforçaram o caráter reservado do momento:
“A despedida foi realizada de forma discreta apenas entre parentes próximos.”
Devido ao estado de saúde fragilizado, Oscar já vivia de forma mais reclusa nos últimos dois anos. Na semana passada, ele não pôde comparecer à cerimônia em que foi eleito para o Hall da Fama do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), sendo representado pelo filho, Felipe.
Mesmo diante das sucessivas cirurgias, radioterapias e quimioterapias, Oscar nunca abandonou o bom humor característico. Ele costumava relatar suas passagens pelo hospital com leveza, celebrando o fato de estar vivo após cada intervenção delicada.
Recordista de pontos em Jogos Olímpicos e ídolo de clubes como o Flamengo, onde encerrou a carreira em 2003, Oscar deixa uma lição que transcendia as quadras:
“Não brinque com a vida. Viva ela intensamente naquilo que você puder… Porque ela é uma só e quando acaba, acabou”, dizia o craque.
Com a partida de Oscar Schmidt, o basquete mundial perde seu maior cestinha, mas o Brasil eterniza um exemplo de garra e amor à vida.
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