EUA – A imagem de Neil Armstrong e Buzz Aldrin erguendo a bandeira dos Estados Unidos na Lua, em julho de 1969, entrou para a história e é até hoje foco de teorias conspiratórias e também não está livre de polêmicas. Durante as duas horas e meia de exploração, os astronautas levaram pouco mais de 10 minutos para fincar a bandeira no solo lunar, num gesto que virou um dos símbolos mais icônicos da exploração espacial.
(Foto: Agência Espacial Americana – Nasa)
Para o historiador Matthew Ward, da Universidade de Dundee, em entrevista ao portal Space.com, a bandeira americana carrega um peso simbólico único. Presente em momentos-chave da história dos EUA, das missões Apollo aos atentados de 11 de setembro, ela representa identidade, memória e poder nacional como poucas outras no mundo.
Apesar do impacto visual, fincar a bandeira na Lua teve caráter puramente simbólico. Os Estados Unidos são signatários do Tratado do Espaço Exterior, que proíbe qualquer país de reivindicar soberania sobre corpos celestes.
Ainda assim, a ação gerou debates internos e internacionais. O Congresso americano, por exemplo, chegou a determinar que a Nasa (Agência Espacial Americana) não poderia usar bandeiras de outras nações ou organizações internacionais em missões financiadas exclusivamente pelos EUA.
O desafio de “fazer a bandeira tremular”
Colocar uma bandeira na Lua não era tarefa simples. Sem atmosfera e, portanto, sem vento, engenheiros da Nasa precisaram criar um mastro especial, com uma barra horizontal para manter o tecido esticado, dando a impressão de que ele “tremulava”.
Além disso, o equipamento precisava ser leve, resistente ao calor extremo e fácil de montar por astronautas com mobilidade limitada pelos trajes espaciais. Aldrin escreveu em um artigo para a revista Life em que afirmou que, ao olhar para a bandeira, sentiu uma “união quase mística de toda a humanidade naquele momento”.
Ele também descreveu a dificuldade para fixar o objeto, comprado por 5,50 dólares em Houston. “Logo abaixo da superfície empoeirada, o solo era muito denso. Conseguimos empurrar o mastro apenas alguns centímetros. Não parecia muito firme”, relembrou.
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