Morreu, na tarde deste sábado (21), o aluno-piloto Ulisses de Oliveira, de 36 anos, segunda vítima da queda de uma aeronave de pequeno porte ocorrida nesta manhã. Ulisses estava internado em estado gravíssimo no Hospital e Pronto-Socorro João Lúcio após ser resgatado das ferragens, mas o óbito foi confirmado por volta das 15h.
O acidente aconteceu por volta das 9h05, logo após a decolagem no Aeroclube de Manaus, localizado no bairro Flores, zona Centro-Sul. O instrutor de voo Fernando Lúcio, de 40 anos, que comandava a instrução, morreu no momento do impacto.

Dinâmica do acidente
Testemunhas e pilotos que estavam no local relataram que a aeronave, de prefixo PR-TSM, chegou a levantar voo, mas perdeu sustentação rapidamente. O monomotor caiu em uma área de mata densa, nas proximidades da zona de paraquedismo do aeródromo.
“A aeronave decolou, mas não conseguiu manter o voo e caiu no matagal”, afirmou um piloto que presenciou a cena. O impacto foi severo, deixando a estrutura da aeronave destruída e prendendo o aluno-piloto entre os destroços.
Resgate e mobilização
O Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM) deslocou 14 militares para a ocorrência. Devido ao vazamento de combustível, foi necessário montar uma linha de combate a incêndio para evitar uma explosão no local.
“Trabalhamos na retirada da vítima das ferragens com o apoio do Samu. Como havia risco de sinistro pelo combustível espalhado, a área foi isolada imediatamente”, explicou o aspirante Airton Santos, do Corpo de Bombeiros. Enquanto Fernando Lúcio teve o corpo removido pelo IML, Ulisses foi levado consciente, porém em estado crítico, para a zona Leste, onde não resistiu à gravidade das lesões.
Investigação em curso
Em nota oficial, a Infraero confirmou o acionamento imediato do Plano de Emergência (PLEM) do aeroporto e informou que as operações no local não foram interrompidas.
As causas da queda agora estão sob investigação do Sétimo Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (SERIPA VII), órgão vinculado ao Comando da Aeronáutica. Peritos do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) já iniciaram a coleta de dados e destroços para identificar se houve falha mecânica ou fator humano no acidente.













